A PEDRA.
Às vezes, permanecemos apegados a algo não porque ainda nos faz bem, mas porque a possibilidade de deixar ir parece assustadora demais. Aquilo que já conhecemos pode parecer mais seguro.
É como carregar uma pedra por tanto tempo que aprendemos a suportá-la. Conhecemos seu peso, entendemos a forma mais confortável de segurá-la e até nos acostumamos com ela.
Mas, em determinado momento, aquilo que antes parecia possível carregar pode começar a dificultar a travessia.
Diante de um rio, por exemplo, talvez seja necessário pensar em soltá-la, pois dependendo do seu peso, você não suportará a travessia.
Mas, você consegue?
Ou busca outros caminhos apenas para não deixá-la?
Com o tempo a gente entende que desapegar de algo não o torna menos importante. Significa que passamos a reconhecer que tudo tem o seu ciclo, e que encerrá-lo também pode ser uma forma de cuidado.
Nem tudo o que fez parte da nossa história precisa continuar sendo carregado por todo o caminho, sabe?
E isso não faz de nós seres ingratos, apenas conscientes de que: para o novo vir, às vezes, o velho preciso ir. 💚
Jacqueline Gundim | Psicóloga
CRP 06/226300